Ivan Jubert Guimarães
06/07/2017
 

 

 

 

Todos nós temos perdas na vida. Muitas delas são irrecuperáveis, como a perda de nossos entes queridos, por exemplo. Um sentimento de tristeza se abate sobre nós. Não aceitamos a perda dos pais e muito menos a de um filho. Falta-nos a compreensão para esses acontecimentos. Mas isso é uma outra história, que fica para outra vez.

Há perdas que pensamos ser o fim de nossa vida, a perda de uma namorada, por exemplo. Sofremos uma dor irreparável, mas o bom do amor é que ele sempre se renova.

As perdas materiais também nos causam dores. Já perdi casa, carro, móveis e muitas outras coisas, mas sempre entendi que essas coisas nunca foram minhas de verdade. Eram coisas para meu usufruto, emprestadas.

Voltando à relações sentimentais, devemos entender, que não somos donos de nossos filhos. Fomos apenas os agentes de sua concepção e a nós cabe apenas o cuidado e a formação moral deles.

Triste é perder amigos, mas amigos a gente não perde, a gente reencontra. Tenho amigos de mais de 50 anos.

Tenho amigos virtuais que sei que são amigos de verdade e que mesmo à distância estão sempre presentes.

Tenho perdido a saúde, bem inestimável do qual não cuidei como devia.

Recentemente fui internado em dois hospitais e no momento da primeira internação havia um quê de gravidade. Tratava-se de uma insuficiência renal crônica e minhas pernas estavam tão inchadas que eu não andava e não conseguia ficar de pé. Ainda estou me recuperando e fazendo hemodiálise.

Outra perda relevante, embora intangível foi a perda de tempo. As horas ociosas que passei foram embora e não voltaram. Espero ter tempo para fazer o que ainda não fiz.

De todas as perdas que sofri, a mais significativa aconteceu agora. Perdi algo que realmente era meu: os meus rins.Mas a vontade de viver, isso eu não perdi.

 

Ivan Jubert Guimarães

 

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