Ivan Jubert Guimarães

06/08/2014

 

 

 Nós ainda não estamos preparados para viver em paz aqui na Terra. Desde que o mundo é mundo, o homem vive em guerra pelos mais variados motivos, poder, posses, riquezas e até mesmo inveja.

A primeira guerra ocorreu quando Cain matou Abel. Talvez você diga que este fato não foi uma guerra, mas um assassinato. E o que é uma guerra senão um assassinato coletivo? Pois em todas as guerras, além de soldados, morrem muitos civis, entre eles crianças, mães e idosos.

Vivemos em um mundo de dualidades, onde cada coisa tem seu inverso, ou seja, bom e mau, bonito e feio, caro e barato, preto e branco, escuridão e luz, guerra e paz, e por aí vai.

A paz só existe se existir guerra. Caso não existissem as guerras como saberíamos o que é paz?

Paz não é apenas a ausência de guerras ou de conflitos bélicos ou pessoais. Estar em paz significa estar bem consigo mesmo e enquanto o homem não se sentir bem consigo mesmo, ele não viverá em paz. Sua insatisfação o levará a procurar no outro aquilo que falta nele e aí vai gerar a discórdia

Soldados não fazem as guerras, já que estas são decididas em mesas de reuniões e terminam também em mesas de reuniões.

Soldados são mortos, mutilados, prisioneiros e aqueles que voltam para suas casas sem ferimentos no corpo voltam feridos na alma e muitos deles já nem são bem recebidos em suas famílias, não conseguem emprego e acabam perdendo tudo o que possuíam antes.

Se a guerra for curta, se é que pode existir uma guerra curta, o soldado serve no campo de batalha por dois anos e depois recebe a baixa do serviço e volta para casa. Para ele a guerra acabou, talvez ele se sinta aliviado, mas estará em paz?

A verdadeira paz é um estado de espírito, de calma e de repouso. No dia-a-dia, em sua cidade, ele vai se deparar com outra guerra, seja para conseguir um emprego, reconquistar o amor da família e ele vai se sentir de lado, pois um soldado ex-combatente só é visto como herói no dia do desembarque em seu país. Depois, é tratado como delinquente, maltrapilho, vagabundo e outras coisas.

Para ser realmente feliz o homem precisa voltar-se para dentro de si mesmo, reconhecer-se, admitir que ele não é perfeito e nem o dono da verdade. É preciso aprender a respeitar o outro. Se agir assim, ele não entrará em conflito e viverá sempre em paz!
 

 

Ivan Jubert Guimarães

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