Ivan Jubert Gumarães
13.07.2006
 


Sinto saudade de Eliot Ness. Não o do filme, mas o Eliot Ness da série Os Intocáveis que passava na televisão nos anos 60, estrelada por Robert Stack.

Ele era durão, incorruptível, quase nunca sorria e sua única preocupação era acabar com os gangsteres da velha Chicago e fazendo cumprir-se a Lei Seca vigente na época. Era tiro para todos os lados e ao assistir aquela série corria-se o risco de ser baleado.

O risco é o mesmo que sentimos hoje quando estamos diante da televisão, pois nunca se sabe se seremos atingidos por uma bala perdida dentro de nossa própria casa.

Alguém deveria instituir no Brasil a Lei Seca, impedindo-se que as ruas fiquem ensopadas de sangue como vem ocorrendo ultimamente. Mas não poderíamos chamar os Intocáveis porque, no Brasil, eles estão do outro lado. Estão dentro do Congresso Nacional, estão dentro do PCC, do Comando Vermelho, etc.

Talvez, se tivéssemos aqui um Eliot Ness ele conseguiria acabar com toda essa gangue, pois persistência não lhe faltava. Nem coragem!

Não dá mais para agüentar ver tanto sangue derramado e ver as autoridades dizerem que os índices de criminalidade estão diminuindo. Na verdade estão diminuindo sim, estão diminuindo os números dos vivos.

Os Intocáveis daquela época, os mocinhos, sabiam onde os bandidos se escondiam e quando desconheciam seu paradeiro iam a fundo nas investigações até encontrá-los. E isso pode acontecer na realidade. Não costumamos dizer que quem procura acha?

Precisamos de ajuda, portanto, lanço aqui o movimento Eliot Ness Já!
 


Ivan Jubert Guimarães


Direitos reservados ao autor