Ivan Jubert Guimarães
10/12/2014
 

 

Ontem nossa “presidenta” tomou, talvez, a mais séria decisão de seu governo: a criação de mais uma data comemorativa no Brasil.

O Congresso Nacional decidiu e a anta sancionou que no dia 25 de outubro deverá ser celebrado em todo o território nacional o Dia Nacional do Macarrão.

Já temos O Dia Internacional da Pizza, celebrado no dia 10 de julho desde 1935, mas foi uma data criada como resultado de um concurso popular que escolheria as 10 melhores pizzas. Não houve nenhuma intervenção do governo nessa criação, até porque o Brasil vivia no período do Estado Novo de Getúlio Vargas, uma ditadura que durou 15 anos.

Hoje muitas pizzarias comemoram a data e vendem muito mais pizzas do que nos outros dias. No governo acontece o contrário, pizzas e mais pizzas são consumidas sempre que há votação no Congresso Nacional.

Graças a isso, se fez necessário criar algo diferente para ser efetivamente comemorado pelo governo. Oficializar o Dia Nacional da Pizza, quando já temos um dia internacional para isso, depois de muito pensar o governo achou por bem colocar a mão na massa, ou seja, no povo. Acariciando nossas cabeças instituiu o Dia do Macarrão achando que assim estaria agradando a população.

Nada mais normal a escolha da data, visto que o segundo turno das eleições presidenciais ocorreu no dia 25 de outubro e para que não acabasse tudo em pizza, criaram o dia do macarrão. Assim acaba tudo em massa, com bastante fermento e farinha mesmo.

Sugiro à “presidenta” Dilma que defina o tipo de macarrão ou se serão todas as massas. No meu conceito, acho que macarrão é espaguete e talharim. Às outras massas, prefiro chamar pelos nomes, tais como canelone, regatone, fuzile, ravióli, capelete e por aí vai

Capelete é aquele tipo de massa, “presidenta” que parece um anelzinho, um rabicó. Enquanto não aparecer idéia melhor para transformar em lei, por que a senhora não pega um rabicó e veja quantos espaguetes entram no rabicó. Se preferir algo mais fácil e que não precisa fazer conta, pegue um canelone, enfie nele um pouco de espaguete e uma vez duro, enfie em seu rabicó, aquele que a senhora tem.

O País passa por momentos difíceis para que seu governo perca tempo precioso para criar uma lei tão estranha como essa. Quanto tempo o Congresso levou para instituir essa lei e quanto tempo a senhora levou para sancioná-la? Acho que foi o tempo de preparo de um macarrão instantâneo, não foi?

Vai demorar a sair um dia do molho? Macarrão sem molho tem a cara de seu governo, cara de merda.

Finalizando; conseguiu colocar o canelone no rabicó?

 

Ivan Jubert Guimarães

Direitos reservados ao autor

 

Midi: O pau do macarrão