Ivan Jubert Guimarães
27/09/2012

 


Talvez ainda haja pessoas que se lembrem como era antigamente. Claro que falo dos mais velhos, daqueles que não tiveram videocassete e nem aparelhos de DVD. Muitos nem televisão possuíam, coisa rara nos dias de hoje.


Quando chegava o domingo, almoçava-se depressa para não perder as matinês das tardes domingueiras.
Assistia-se a filmes românticos, comédias açucaradas ou até mesmo um filme de aventuras. Havia cinemas que tinham sessões duplas, dois filmes com um único ingresso. O filme principal era lindo de se ver! Lágrimas rolavam pelas faces enamoradas das meninas e era a hora apropriada para o beijo tão desejado.
Era dentro do cinema que muitos namoros começavam e, à saída, de mãos dadas ia-se tomar sorvete numa confeitaria qualquer.


De repente todos começaram a comprar aparelhos de televisão e foram ficando em casa e muitos cinemas foram fechando por falta de público. Acabaram-se as matinês e os cinemas começaram a passar apenas filmes pornográficos para conseguirem sobreviver. Muitos fecharam, pois a pornografia já entrou em nossas casas através da televisão.


Para sobreviver, o cinema de hoje capricha nos efeitos especiais e em artistas sem talento, mas com certo glamour. Não, glamour não, mas uma imagem bonita que enche a tela de canastrões.
Claro que ainda se fazem bons filmes, com bons atores e boas atrizes e uma boa história. Mas você sai do cinema e não tem mais oque discutir, o filme passou e você já esqueceu.


Agora se você é daqueles que apreciam os efeitos especiais, você terá muito que discutir, vai recomendar o filme para seus amigos e talvez eles também gostem daquilo. Mas, com certeza, alguém teria preferido assistir a um filme antigo, filme com história, com diretor competente e com atores brilhantes.


Quase não há mais histórias de amor no cinema, somente drogas, explosões, tiros, sexo e palavrões.


Que pena que o sonho acabou!

 



Ivan Jubert Guimarães

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