Ivan Jubert Guimarães

12/04/2011

 

 

 Faz muito tempo que não escrevo e nem recebo uma carta de amor. E acho que isso acontece com a maioria das pessoas. Também, com toda essa tecnologia atual, quem vai perder tempo em escrever uma carta de amor? Levá-la aos Correios e torcer para que a pessoa receba e responda logo. Hoje, as pessoas passam e-mails, torpedos e há aparelhinhos com os quais você liga para a pessoa e fala com ela ao mesmo tempo em que a vê.

Uma carta de amor recebida e quando aberta deixava exalar um doce perfume da namorada graças a uma pequena gotinha do extrato preferido dela.

Como era bom escrever cartas de amor. Nelas podia-se dizer aquilo que pessoalmente não tínhamos coragem de falar. E quando chegava a resposta a gente apertava o envelope no peito e sonhava com as palavras que estariam escritas a mão dentro do envelope.

Uma carta, quantas coisas podem conter numa simples carta! Então, hoje, neste final de noite, eu resolvi escrever uma carta de amor.



“Querida, espero que esta vá encontrá-la bem e com bastante saúde. A saudade que invade meu coração é tão grande e eu me pergunto o porquê disso tudo, se faz tão pouco tempo que conversamos”.

“Não sei direito o que acontece, mas o desejo de estar junto de ti aumenta a cada segundo. Eu não vejo a hora de podermos estar juntos e segurar tuas mãos, levá-las ao meu peito e depois beijá-las como sinal do meu amor e do respeito que tenho por ti.”

“A noite está se aproximando do fim e agora começa a fase em que ela se torna criança. Meu peito parece querer se abrir e meu coração que saltar fora. Sabe querida, a todo instante eu fico me lembrando de você. Quando vejo na rua uma mulher passar usando um vestido azul de bolinhas brancas imediatamente eu te vejo. As pernas tremem e uma emoção muito forte toma conta de mim.”

“A distância que nos separa nem é assim tão grande e eu gostaria de neste momento estar caminhando na praia ao teu lado. Olhar a lua bem acima de nossas cabeças, mãos dadas, chutando a água do mar que chega mansamente à praia com aquela espuminha branca, como o vestido que você costuma usar nos dias de sol.”

“Fico imaginando se tudo isso não é loucura. Talvez minha mente, ou meu coração, sei lá, esteja me conduzindo à insanidade. Não consigo pensar em outra coisa a não ser estar em teus braços, sentir teu calor e teus beijos”.

“Desculpe-me a pieguice, essa coisa de luar, de mar, de vestido branco que nem se ainda existe. O fato é que certas coisas não saem mais da lembrança, pois se enraizaram dentro de mim”.

“Sabe? Não vá rir, mas fico contando os dias que faltam para nosso encontro e os dias se tornam tão longos minha querida, tão longos! Em cada rosto de mulher são os teus traços que eu vejo. Você é tão linda!”

“Creio que devo parar por aqui. Acho que já deu para entender que eu te amo tanto. Sei que o amor é imensurável, mas eu te amo com toda a força de meu coração”.
 


“Que Deus te abençoe querida”.

 

Com todo meu amor,
 

 

Ivan Jubert Guimarães

 

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