Ivan Jubert Guimarães
03/12/2014

 

Desde o primeiro mandato de Lula na presidência do país, venho me manifestando contra esse molusco. Na época cheguei a dizer que ele nem terminaria seu mandato, pois seria morto antes de cumpri-lo. Infelizmente isso não aconteceu, o que foi bom, pois pude descarregar toda minha revolta quanto a essa política cancerosa do PT.

Critiquei os antigos caras pintadas que haviam desaparecido do cenário político, até porque, um deles, aquele tal de Lindberg Farias foi eleito no Rio de Janeiro e hoje goza de regalias que antes criticava. Hoje o ex-líder estudantil é senador do PT.

Ao fim do segundo mandato de Lula eu já havia perdido a esperança de dias melhores, pois sua candidata aparecia bem à frente nas pesquisas eleitorais. Dilma ganhou e no início até me enganou. Parecia que iria agir como guerrilheira que foi e lutar contra o que achava errado. Mas não, ela se assumiu no cargo e teve até a infeliz ideia de criar o termo “presidenta”. Aí já dava para prever o que viria. Lula foi um presidente que promoveu uma reforma ortográfica, mesmo sendo um ignorante. E sua sucessora inventa novos vocábulos.

Lula chegou ao ponto de num determinado momento a comparar-se com Deus e Dilma age como se fosse a Virgem Maria às avessas, arrogante, orgulhosa, mentirosa e bandida. Cercou-se de mulheres em seu ministério e suas reuniões pareciam um chá de cozinha. Nenhuma tinha o preparo para ocupar cargos tão importantes no governo.

O Brasil começou a decair vertiginosamente, embora os índices oficiais não mostrassem isso. Muito se fala que somos a oitava economia do mundo, ou sétima, isso não importa, não significa que temos qualidade de vida como existe em países como Suécia, Suíça e tantos outros países nórdicos ou mesmo da América do Sul, como o Chile, por exemplo. Somos grandes, temos uma população gigantesca que precisa consumir, mas isso não quer dizer que temos um governo sério.

Dilma conseguiu sabe-se lá a quantas penas ser reeleita como “presidenta”. Sabe-se que muita água suja correu por debaixo da ponte para que ela ganhasse as eleições. O povo não aceita essa vitória e já começa a se manifestar publicamente exigindo o impeachment de Dilma que está envolvida em escândalos até o pescoço, assim como o “capo” Lula.

Mas eles possuem amigos na imprensa, usam do poder contra as emissoras de televisão, porque os meios de comunicação eletrônicos deste país são concessões do governo. Se não fizerem o que o governo quer, perdem anúncios ou a própria concessão. Quantos jornalistas já não foram demitidos de suas emissoras por falarem a verdade? É uma rede de intrigas.

Há cerca de dois ou três anos escrevi duas crônicas falando daquele homem que queria ser o mais rico do mundo, Eike Batista. Eu dizia que ele era um jogador, um especulador da Bolsa de Valores que usou financiamento do BNDES para fazer suas falcatruas. Eu dizia que suas empresas não haviam produzido uma única gota de petróleo e que ele esbanjava dinheiro comprando hotéis e se metendo em negócios que não entendia. A mídia, no entanto, tratava-o como herói, o homem não saia dos noticiários e capas de revistas nacionais e internacionais.

Todas as pessoas mais esclarecidas sabiam que se tratava de um escroque, mas apadrinhado por Lula e depois por Dilma continuou tomando dinheiro do governo. Só por isso, Lula e Dilma deveriam ser presos.

Renan Calheiros é outro canalha da pior espécie. É ladrão, deveria estar na cadeia antes mesmo do processo do mensalão. Mas, no entanto, foi absolvido de todas as acusações que pesavam contra ele e hoje é presidente do Senado.

A Operação Lava Jato está com os dias contados se não houver logo uma definição dos políticos que participaram desse escândalo. O governo tenta levar o processo para Brasília e esfriar a coisa. Os sujeitos que estão colaborando através da delação premiada, aparentemente não disseram nada de novo até agora. Só falam o que todo mundo já sabe. Dizem que havia gente do governo recebendo propinas, mas ainda não disseram quem.

Este governo está desmoralizado e desmoralizando o povo que sem forças não tem como lutar, e sem organização não podem reivindicar.

Até onde conseguiremos suportar antes de pegarmos armas, pedaços de pau, estilingues e reagir.

Hoje, Sarney já sentiu na pele a revolta popular quando chegava em Brasília, mas ele é macaco velho, tão velho que talvez não dure muito tempo.

O Congresso, que deveria ser a casa do povo, proíbe o povo de assistir às sessões importantes e uma senadora maluca e surda, burra talvez, faz um escândalo e Renan Calheiros manda fechar a casa e expulsar os presentes, entre eles uma senhora de 79 anos que foi arrastada pelo pescoço por dois brutamontes.

Logo esses gorilas estarão invadindo nossas casas.


 

Ivan Jubert Guimarães

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