Ivan Jubert Guimarães
21/06/2007
 


Todo mundo conhece formiga e já viu diversos tipos dela. E de todos os insetos é o que tem menos cara de inseto. Se alguém nos pedir para citar os nomes de dois ou três insetos, vamos falar de baratas, mosquitos, moscas, pernilongos e outros bichos. Poucos irão se lembrar que a formiga é um inseto.
Não sei bem qual a razão disso, se é porque são trabalhadeiras, organizadas, vivem em sociedade, têm uma rainha, assim como as abelhas.
Todo mundo também já ouviu pelo menos uma vez a fábula de La Fontaine A Cigarra e a Formiga. Para quem não se lembra é aquela história de uma formiga que passa todo o verão trabalhando enquanto a cigarra passa cantando. A formiga caminha para lá e para cá recolhendo alimentos para o inverno que quando chega pega a cigarra desprevenida. Com frio e morta de fome a cigarra vai pedir ajuda à formiga que lhe diz que se ela passou o verão todo cantando que dance agora.
A moral desta história é que Os que não pensam no dia de amanhã, pagam sempre um alto preço por sua imprevidência. É verdade, não acham? Mas que tal olharmos pelo lado filosófico da coisa? Se o fizermos, veremos que a formiga é de um egoísmo enorme, além de ser vingativa. Ela trabalhou o tempo todo e cumpriu sua função. A cigarra, por sua vez, cantou o tempo todo e também cumpriu sua função. Não mereceria receber ajuda?
Ultimamente tenho ouvido muita gente reclamar das formigas que invadem seus lares e aparecem não se sabe de onde e nem para onde vão. No apartamento onde moro, elas também entram e nem se anunciam na portaria. Visitantes indesejadas chegam aos montes e não há o que acabe com elas. Falo aqui de uma experiência que fiz com baratas há muitos anos quando de uma reforma em minha casa. Ao se quebrar o piso do quintal as baratas começaram a colocar minha família em pânico e eu nunca gostei de matar bichos depois que adquiri certa consciência. Eu os afasto para outro lugar. Comigo, eles têm uma segunda chance. Mas fiz uma experiência que deu certo e as baratas desapareceram para sempre de minha casa e nunca vieram ao meu apartamento. E a mesma coisa pode ser feita com as formigas, mas você tem que estar sozinho, sem ninguém por perto dando palpites ou fazendo pouco caso de sua fé.
O negócio é o seguinte: você, não sei se acredita ou não, tem o seu anjo da guarda. Cada espécie animal também tem o seu protetor. Você deve conversar com o protetor das formigas e dizer a ele que não quer matá-las, que as respeita como seres vivos que são. Aí você pede para ele fazer com que elas vão para outro lugar, mas não vá mandá-las para a casa da vizinha. Se você fizer isso com fé, elas desaparecem de sua casa.
Para quem não acredita em anjos protetores, saiba que você, na verdade, estará falando com a mente das células das formigas e elas vão obedecer você. História maluca de um pretenso escritor maluco, mas só tem um jeito de provar: fazendo, experimentando. E depois jogue seus inseticidas fora.
 


Ivan Jubert Guimarães


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